Um dos primeiros desafios que recebi quando cheguei na Rentcars foi migrar 134 dashboards de uma ferramenta de BI de mercado para o Metabase. Estimativa? Um ano de trabalho para pouco mais de 10 dashboards.
Regras complexas, necessidade de converter indicadores de uma ferramenta de mercado para uma solução open source.
No meio do caminho, tomamos uma decisão mais ousada. Em vez de simplesmente trocar uma ferramenta por outra, abandonamos a abordagem tradicional e construímos algo sob medida: um portal de dashboards baseado em HTML, servido direto do Athena (nosso Data Lake), sem servidor de aplicação no meio.
O resultado? A migração levou 3 dias — não um ano.
Um pouco da solução que criamos:
→ Dashboards em HTML puro, com gráficos SVG renderizados no próprio navegador — sem depender de licenças ou infraestrutura pesada de BI.
→ O pulo do gato: usamos DuckDB direto no browser, executando SQL sobre arquivos Parquet. Na prática, o dashboard replica a interatividade completa (filtros, cruzamentos, drill-down) de uma ferramenta de BI tradicional — só que rodando na máquina de quem acessa.
→ Separação rígida entre dado e apresentação, orquestração via Airflow, deploy em ECS/Fargate e controle de acesso via SSO.
E aqui está o ponto que mais importa: a maior parte desse trabalho foi feita com apoio de IA. Foi ela que acelerou a geração de código, a replicação dos dashboards e a documentação.
Mas — e esse "mas" é fundamental — nada disso teria funcionado sem o expertise do time. Foi o conhecimento prático dos engenheiros que garantiu a qualidade, definiu a arquitetura, validou cada métrica e, de quebra, permitiu que aproveitássemos a migração para eliminar dashboards obsoletos ou incorretos que ninguém tinha coragem de mexer.
Hoje temos uma solução extremamente robusta que fornece indicadores corporativos para toda a empresa de forma estável, escalável e de fácil manutenção (também tocada de forma acelerada com IA)
Se eu puder deixar uma mensagem que pode gerar algum impacto positivo no seu trabalho é:
IA sem conhecimento prático é como dar um robô cirurgião para um macaco: até pode operar, mas nada de bom vai sair dali.
A ferramenta amplifica quem sabe o que está fazendo. Ela não substitui o saber
